Atualizado 17 horas atrás

Diplomação de eleitos no RS tem embate ideológico

Governador Eduardo Leite buscou fugir do enfrentamento exacerbado em sua fala.

O governador eleito Eduardo Leite (PSDB) afirmou nesta quarta-feira, durante a solenidade de diplomação dos eleitos no Estado, que espera um exercício do poder público pautado pelo trabalho e pela responsabilidade. “Quero me dirigir, em nome de todos os diplomados, a uma plateia que vejo hoje dividida. Ser um homem público é merecer este diploma em cada ação, em cada intenção e, até mesmo, em cada pensamento. Por isso, tenho esperança de participar de um período pautado pela ética e pela responsabilidade de todos que estão aqui recebendo seu diploma. O mesmo espero dos demais poderes. Que possamos trabalhar e dialogar, com harmonia, pelos mesmos propósitos”, declarou Leite.

 

A opção por um discurso de caráter conciliador também foi impulsionada pelo clima de confronto ideológico que marcou o ato, semelhante ao observado no período eleitoral, apesar do ambiente solene e da presença de familiares dos deputados, senadores e governantes eleitos. Aplausos, que poderiam ter prevalecido no Teatro da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, acabaram, em parte, ofuscados pelas vaias lançadas de diferentes setores da plateia. “O período das eleições, quando o que se faz é valorizar as divergências, passou. Agora é hora de trabalhar para melhorar a vida de todos e por futuro melhor para o Estado”, definiu o governador eleito.

 

As vaias, que eram predominantemente desferidas contra os representantes dos campos políticos que se enfrentaram na eleição presidencial, porém, não foram rechaçadas por parte dos demais diplomados, o que inflamou ainda mais a plateia. De um lado, reproduzia-se o gesto de atirar com arma de fogo, que marcou a campanha vitoriosa. De outro, pedia-se justiça para a vereadora assassinada Marielle Franco e liberdade para o ex-presidente Lula.

 

Eduardo Leite, diante disso, também utilizou sua fala na cerimônia para tentar demarcar uma visão avessa ao enfrentamento exacerbado. “Já recebi muitos diplomas em minha vida. Mas acredito que o que torna este mais importante que os outros é a responsabilidade que ele atribui a quem o recebe com as lindas e complexas obrigações democráticas. Com a luta pela liberdade de ser e de votar como cada um de nós quiser”, definiu o futuro governante.

Fonte: CP
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