Atualizado 07/06/2019

"Não há perigo para a Terra", diz pesquisador sobre meteoro visto no Rio Grande do Sul

Como se fosse uma "bola de fogo", meteoro foi visualizado em mais de 30 cidades do Estado durante 13 segundos

Chamado de bólido, por ser um meteoro grande e luminoso, a "bola de fogo" que atingiu o Rio Grande do Sul viajou da Argentina ao Brasil por 13,5 segundos, a 50 mil km/h. A trajetória do corpo celeste, que começou na cidade de 25 de Mayo, foi visualizada em cidades como Santo Ângelo, Cruz Alta, Estrela e Quaraí. O ingresso do meteoro na atmosfera da Terra, fenômeno astronômico comum, não é motivo para pânico.

Pesquisador do Departamento de Astronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), José Eduardo Costa ressalta que a Terra está envolvida de pequenos meteoros ou meteoroides. "Eles não podem ser detectados pelos sistemas de monitoramento, mas podemos garantir que não representam risco para as cidades e populações. Já os grandes objetos, esses podem ser detectados, mas até o momento não há nenhuma previsão de que um grande asteroide possa colidir contra o nosso planeta. Não há perigo representativo para a Terra", sustenta. 

No início da manhã desta sexta-feira, a Brazilian Meteor Observation Network (BRAMON), entidade focada no estudo e na observação de meteoros e bólidos, confirmou que o fenômeno registrado na noite dessa quinta-feira tratava-se de um meteoro - ou bólido. A entidade também sugere, em nota, que não existem indícios de que grandes fenômenos possam ocorrer na esfera terrestre.  

Entre os municípios que tiveram registros, segundo a MetSul, estão Santo Ângelo, Cruz Alta, Estrela, Quarai, Soledade, Terra de Areia, Caxias do Sul, Erechim, Almirante Tamandaré do Sul, Alegrete, Guaíba, Tapera, Canoas, Ijuí, Manoel Viana, Tupanciretã, Passo Fundo, Venâncio Aires, Sapucaia do Sul, Pejuçara e Marau.

Fonte: CP
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